quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Pós- Graduação na USP

Desde agosto sou Uspiano. Passei na seleção para a Pós-Graduação- Lato Sensu na USP. O curso é: Ética, Valores e Cidadania na Escola organizado pela EACH ( Escola de Artes Ciências e Humanidades )- da USP.
As aulas ocorrem toda segunda no campus Butatã- Cidade Universitária.Esta sendo uma experiência enriquecedora, A USP é realmente tudo o que eu achava, tem problemas, mas o nível de conhecimento produzido é muito alto e com absoluta certeza, serei outro profissional após essa pós- graduação.
Gostaria de agradecer a Deus, aos meus pais- que sempre me incentivaram a estudar- a minha esposa amada pela paciência que ela terá durante esses próximos 2 dois anos. Abraços e torçam por mim!!!  

O que é o ser humano?

Pessoal do 3º Ano esse texto é para vocês!!!

O VALOR HUMANO
A economia capitalista do mundo moderno é marcada pela desigualdade social, injustiça e poder dos mais ricos sobre os mais humildes. A indústria cultural, possuidora de um grande poder monetário, massifica a sociedade através da mídia. Chama-se cultura de massa toda cultura produzida para a população em geral — a despeito de heterogeneidades sociais, étnicas, etárias, sexuais ou psicológicas — e veiculada pelos meios de comunicação de massa (radio, televisão e cinema). Cultura de massa é toda manifestação cultural produzida para o conjunto das camadas mais numerosas da população; o povo, o grande público. Por ser produto de uma indústria de porte internacional (e, mais tarde, global), a cultura elaborada pelos vários veículos esteve sempre ligada intrinsecamente ao poder econômico do capital industrial e financeiro. A massificação cultural, para melhor servir esse capital, requereu a repressão às demais formas de cultura — de forma que os valores apreciados passem a ser apenas os compartilhados pela massa (consumo de mercadorias que aparecem nos comerciais, paixões desenfreadas (sexo de)).
A sociedade massificada aceita e consome as mercadorias de forma pacífica. A cultura de massas nasceu no jornal, no telégrafo e na fotografia, acentuando-se com o surgimento do cinema, uma mídia feita para a recepção coletiva. Porém, foi apenas com a TV, fazendo uso do consumo e de psicologia de massa, que se solidificou a idéia do homem de massa ( um homem sem individualidade, sem conceitos próprios, escravo dos meios de comunicação).  A lógica de um meio de difusão é a de uma audiência recebendo informação sem responder, sem pensar, com mínima resistência, criando assim condições favoráveis para a promoção e distribuição de produtos com ênfase na persuasão e na embalagem. Dessa forma, a televisão significa também publicidade sem limites e o conteúdo da publicidade é também um novo tipo de consciência coletiva.As pessoas compram não porque precisam, compram porque foram convencidos ( enganados).Compram para mostrar que tem.Por estar preso num mundo feito pelas indústrias de consciência e redes de difusão midiática, o homem de massa foi homogeneizado e despersonalizado. A própria estrutura de distribuição e difusão dos produtos e serviços culturais, educativos e de informação, transforma-nos em receptores passivos, ou seja, não pensa só age aos instintos e estímulos.
De certa forma, a televisão produziu no espectador a alienação- alienação se refere á diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar em agir por si próprio- e a passividade do homem massificado, pois, é ela quem modela a linguagem de comunicação social, apresentando desde as formas de móveis domésticos até modos de agir e temas de conversa. Utilizando-se do recurso da mídia, a indústria cultural não vende apenas o produto, mas também a promessa de um estilo de vida. O indivíduo ao ver a propaganda se identifica com aquele estilo e acaba sendo consumidor do produto. Em uma sociedade permeada pela cultura do consumismo a mercadoria passa a ter um valor além de sua utilidade, tornando-se objeto de adoração com valor simbólico. O ser humano não compra o real, mas sim a transcendência que determinado artefato representa na sociedade.
Dessa forma, podemos compreender que o valor humano passa a ser mensurado a partir dos bens que ele possui, ou seja, a sua representação na comunidade em que vive.É uma forma de exclusão social, pois, aqueles que não têm condições de possuírem bens, muitas vezes ficam marginalizados. As pessoas passam a serem vistas não como seres humanos, mas como consumidores. Passam a serem vistas à partir do que tem e do que vestem.E isso alimenta a industria que tem que produzir mais produtos para saciar a cede de consumo das pessoas, que no fundo não se saciarão.O homem é mais do que os produtos que ele consome.
Uma coisa que nos deve chamar a atenção é que com esse comportamento a sociedade aos poucos transforma as próprias pessoas em produtos que podem ser comprados e consumidos. O que dizer dos homens e mulheres que vendem seus corpos em revistas, o que são eles senão produtos. E aqueles que aparecem na televisão, no cinema, nas rádios não por seus talentos e sim pelos corpos. Temos aqui duas coisas muito perigosas: a visão de pessoas como meros consumidores e pessoas como coisa ( produto, e utensílio ), a isso da-se o nome de instrumentalização.
Se o homem é simplesmente uma coisa a ser consumida, um produto, ele perde toda sua dignidade. É só nos perguntarmos o que fazemos com os produtos, quando  os utilizamos, ou viram fezes ou são descartados, jogados no lixo.Será podemos tratar as pessoas como tratamos as fezes.Ou, será que podemos descartar ou jogar no lixo as pessoas quando achamos que elas não servem mais ( idosos ) , quando achamos que elas vão nos atrapalhar ( aborto e eutanásia ), quando elas não servirão para nada ( deficientes e anencefalos, células tronco embrionárias ).Essa é uma questão filosófica das mais importantes atualmente.E para estudar essas questões existe uma área especifica da filosofia: a bioética.
Àgora Virtual

Destaque a parte do texto que mais o chamou atenção e, em poucas palavras, faça um comentário!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Joelho Podre!!!

Estou de molho tratando do meu joelho.Acho que ele esta podre, rsrsrsrsrs!!!Torçam por mim, continuem fazendo as atividades do blog e até a volta!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Agora tá tudo bem!!!

Pessoas, nos últimos dias vcs não estavam conseguindo postar comentários. O problema já foi solucionado, agora é só fazer o cadastro, ler os textos e postar os comentários.Valeuuuuu!!!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Bienvenidos II

Sejam todos bem vindos alunos do Jovino, do Lauro, do Tiago, do Dogival! Não esqueceçam de fazer vossos cadastros para poder postar os comentários e eu os corrigir.Não esqueçam de se identificar: nome, série e escola que estudam.
Logo abaixo estão os textos para todas as séries, é só ler e responder a questão no final. Obs: Àgora era a praça grega onde os filósofos faziam os debates. A idéia é que esse espaço seja também uma àgora, a àgora virtual. Aproveitem!

O mundo dos valores

Pessoas do 2º Ano esse e de vocês!!!

O mundo dos valores

Todo mundo já ouviu falar no "jeitinho brasileiro": poder, não pode, mas sempre dá-se um jeito... Muitos até chegam a achar que se trata de virtude a complacência com a qual as pessoas "fecham os olhos" para certas irregularidades e ainda favorecem outras tantas.
Certos "jeitinhos" parecem inocentes ou engraçados, e às vezes até são vistos como sinal de vivacidade e esperteza: por exemplo, quando se fura a fila do ônibus ou do cinema. Ou, então, para pegar o filho na escola, que mal há em parar em fila dupla?
Outros "jeitinhos" não aparecem tão às claras, mas nem por isso são menos tolerados: notas fiscais com valor declarado acima do preço para o comprador levar sua comissão, compras sem emissão de nota fiscal para sonegar impostos, concorrências públicas com “cartas marcadas".
O que intriga nessa história toda é que as pessoas que estão sempre "dando um jeitinho" sabem, na maioria das vezes, que transgridem padrões de comportamento. Mas raciocinam como se isso fosse absolutamente normal, visto que é comum: só eu? E os outros? Todo mundo age assim, quem não fizer o mesmo é trouxa; quem não gosta de levar vantagem em tudo?
Os exemplos dados ora são transgressões medianamente graves (como interromper o trânsito na rua), ora são ações claramente imorais (como o roubo do dinheiro público nas concorrências fraudulentas). Em todos esses casos, o "jeitinho" surge como forma autoritária e individualista de desconsiderar as normas da vivência em coletividade. Esse é o papel da Ética: estudar as ações humanas e seus porquês. O quanto as nossas ações refletem na vida do outro. O papel da ética é pensar sobre os valores que temos. É refletir sobre a vida em sociedade. Questões como jogar lixo na rua, respeitar os idosos, obedecer às leis, ser justo, honesto, respeitar o meio ambiente, ajudar na medida do possível os outros... Questões mais polêmicas como as drogas, a violência, a sexualidade, aborto, eutanásia, questões envolvendo a política. Enfim, o campo da ética é muito amplo. Tudo que diz respeito ao homem diz respeito à ética.
Ética é busca do bem, para si e para os outros. Portanto o sujeito que vive isolado, buscando somente seus interesses, não é ético.
É por isso que o político que rouba o dinheiro publica o médico que não cumpre suas funções, o professor que não dá suas aulas como deveria, o aluno que não faz as lições e que só faz bagunça, a pessoa que joga lixo na rua, o patrão que não paga de forma justa seus empregados, os programas de televisão que só buscam a audiência – ao invés de entreter, educar e informar de forma inteligente, que é o papel da televisão-, os pais que não educam os filhos, os filhos que não respeitam os pais... Todas essas ações são antiéticas porque elas não visam o bem comum. São ações egocêntricas (egoístas), são ações que não tem valor algum. São ações que não são virtuosas. O que é virtude? Veremos isto nas próximas aulas.

Àgora Virtual

Na sua opinião por que as as pessoas cobram ética dos políticos, das outras pessoas e em suas vidas diárias não são éticos? Comente em poucas palavras.

O que é Filosofia e para que serve?

1º Ano Esse texto é para vocês!
Nós vivemos em uma sociedade utilitarista e superficial onde o importante é se as coisas e pessoas têm utilidade ou não. Não há uma preocupação com os fundamentos das coisas: os porquês. Tudo é muito vago. Tudo é muito rápido. As pessoas querem tudo de forma fácil. Não querem esforçar-se por conseguir as coisas. Entre vocês que começam esse ano, deve ter alguns que estão na escola somente para pegar o diploma, que sozinho sem o aprendizado não adianta nada, ou melhor, os tornam ignorantes com diploma, analfabetos com diploma. Alguns estão na escola só para agradar aos pais. Ou porque não tem nada para fazer e vem para a escola como se vai para a praça ou para a balada. O que quero dizer é que muitos vêm para a escola, mas não querem se esforçar para adquirir conhecimento ( aprender ).Conhecimento que os farão pessoas,trabalhadores,pais ,filhos, cidadãos melhores. Muitos não entendem o que esse texto quer dizer, não entendem algumas palavras, mas não perguntam, porque o importante não é saber;o importante é estar aqui e responder a chamada,é fazer os trabalhos de qualquer forma e passar de ano.Passar de ano, qualquer topeira passa.O importante é o que se aprende.Muitos passam e não sabem nada.
Para esses alunos a filosofia será mais uma matéria no currículo e nada mais. Assim como é matemática, português, história... Entretanto para os que vêm à escola para aprender, para se tornarem pessoas melhores, para se colocarem no mercado de trabalho como profissionais capazes de desempenhar qualquer função (e não somente o que pintar, o que sobrar). Para esses alunos a Filosofia será de grande valia.
 A filosofia começa a ser desenvolvida lá pelo século IV a.c. pelos gregos. Dela derivam-se todas as ciências que conhecemos (matemática, geografia, historia sociologia, psicologia, astronomia, física...). Antes do surgimento dessas ciências tudo eram os filósofos que faziam. Tudo era filosofia. Lá na Grécia antiga o conhecimento que se tinha das coisas era dado pelos Aedos (profetas, mensageiros dos deuses). O homem comum não tinha acesso a nada. Tudo era passado por esses profetas. E não se tinha informações para saber se as coisas eram ou não verdade, se eram ou não do jeito que os profetas diziam. Logo, a vida em todos os seus aspectos ( social ,espiritual ,psicológicos ,familiares ) era definida e dirigida por aquilo que os profetas diziam.As pessoas não tinham autonomia, não guiavam suas próprias vidas.
Por volta do século IV a.c. alguns homens começaram a questionar a forma com que as coisas eram.A forma com que as coisas eram explicadas ( mitologia ). Tales de Mileto, primeiro filosofo, foi quem começou a questionar as coisas eram.Ele buscava um a explicação racional para o surgimento das coisas,  não se contentou com o que a maioria dizia.Em fim,o importante aqui é entender como a filosofia surge.Ela surge como forma de questionar e investigar as coisas.O papel do filosofo e da filosofia é questionar e investigar a forma como as coisas são e o seu desenvolvimento,a forma como elas afetam a vida do homem e da natureza.É fazer com que as pessoas pensem,reflitam sobre si e sobre os outros.Sobre o seu papel dentro da sociedade.Pensem sobre os vários aspectos de sua vida ( trabalho,família,escola,natureza,relacionamentos afetivos,as leis ,a política ,a arte,a televisão...). Nada escapa ao pensamento filosófico. Tudo o que diz respeito ao homem e ao mundo é objeto da filosofia.Nesse sentido longe de ser uma coisa de doido, a filosofia é a forma que o homem tem de se conhecer melhor, de saber como as coisas são na realidade.É a forma que temos de saber o real valor das coisas.É o instrumento que temos para formarmos nossas próprias idéias.No fundo louco é quem não conhece a filosofia, quem faz o que a maioria diz.Quem é guiado pelas modinhas, pela televisão...
 Àgora Virtual
Depois das primeiras aulas e de ler esse texto responda, em poucas palavras, a seguinte questão: Para você Filosofia serve para que?

domingo, 2 de janeiro de 2011

Virtudes e Felicidade em Aristóteles

Felicidade e Virtude em Aristóteles Como, ao que parece, há muitos fins e podemos buscar alguns em vista de outros: por exemplo, a ...