sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Gaiola das Cabeçudas: a subversão daquilo que destrói!!!

Eu prefiro as cabeçuas, e vc!!! 


Assista o vídeo, é muito bom e engraçado. A questão é:  se vc não conhece a maioria dos personagens que o vídeo cita, vc esta precisando mudar seus hábitos culturais e educacionais!!!


É nítido, no aumento de meninas grávidas, na perda do sentido de sacralidade do corpo, na forma como as pessoas falam, se vestem, se comportam, se desvalorizam, se negam... que há algo de errado, em algumas letras de funk. Mas o que fazer? Ficar repetindo isso para os jovens de pouco adianta. O que pode ser feito- além de deixar claro que essas letras os degradam e os transformam em seres irracionais, que buscam somente o acasalamento, ao invés de buscar uma relação de real intimidade,respeito e amor - é subverter essa cultura. O que  é subverter? 

Subverter é questionar, transformar,mudar, revolucionar, perturbar,ir contra certas posturas morais, políticas sociais, culturais... Ou seja, entrar dentro desse mundo e transforma-lo. Mostrar as incongruências dessas letras em relação à aquilo que,  de verdade é o ser humano: um ser que transcende o puro prazer fortuito e pueril. 

Falando de forma clara e transcultural: O homem não foi feito só para " come as novia" e " gosa na cara" " usa naiki" " zua no bonde"... e as mulheres; outrora carinhosas, necessitadas de amor, romance; agora: " querem dar gostoso", querem que "joga tudo na cara". Algumas fazem uma espécie de dança do acasalamento no asfalto. O pior é que, quando não deixam o fruto da viagem no bonde: os filhos, com as avós, submetem crianças inocentes a essas letras e danças.

 Mas tudo bem. O papel da filosofia sempre foi, tal como seu simbolo: a coruja, demonstra, enxergar àquilo que os outros animais não conseguem. Enxergar, mostrar aquilo que as pessoas não conseguem ver, questionar. E uma forma de fazer isso é fazendo a transculturação. O que é isso? É o processo de entrar dentro de uma determinada cultura e, se necessário, transforma-la. Dar novos traços a ela. Mostrar que existem outras formas de se constituir enquanto ser humano, sem ser chato. É um processo lento, que demanda tempo e fortaleza de quem quer empreender tal esforço. E, só a educação de forma geral e o professor em particular, são capazes de tal contenda.

Todavia, enquanto a transformação não ocorre:  Viva a subversão! Viva a gaiola das cabeçudas! Abaixo as popozudas!!! Eu prefiro as CABEÇUDAS!!! 

Você prefere as cabeçudas, ou seja, se divertir, ser descolado, curtir uma balada legal, curtir músicas alegres, mas que te botem para cima, te valorizem, namorar, trabalhar para ter suas coisas, estudar, se preparar para ser um bom profissional, se estruturar para construir uma família sólida; ou, você prefere as popozudas: ter uma família desestruturada, vários filhos de pais e mães diferentes, trabalhar muito naquilo que não gosta e ainda ganhar pouco, ser visto (a) somente como um pedaço de carne para ser desejada e "comida", não valorizar a educação permanecendo ignorante e tendo a sua vida sendo guiada pelos outros, pela televisão, pelos seus instintos - como um animal irracional-, não viver, somente vegetar, passar pelo mundo sem ser notado como ser humano de verdade?  

Depois de assistir ao vídeo e ler o texto, deixe seu comentário!!!


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Valeu!! Boas Férias.

Pessoas,valeu pela participação no blog, nas aulas e nas atividades. No semestre que veem a ideia é trabalhar mais de forma prática; com pesquisas e aqui no blog: sair da sala de aula, abrir-se para o mundo. Vocês tem começar a construir suas próprias ideias,parar só copiar matéria na lousa e receber visto. Saiamos da Caverna. Deixemos a ignorância!!! Boas Férias para todos; valeuuuuu!!!!!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A Música da Minha Vida

Qual a música da sua vida; aquela que te faz lembrar um amor: o primeiro amor, um amigo, uma viagem, um momento especial, sua família, um momento difícil... uma música que te marcou e porquê.Deixe sua opinião!!!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

O jeitinho anti-ético


Você é Ético ?

Todo mundo já ouviu falar no "jeitinho brasileiro": poder, não pode, mas sempre dá-se um jeito... Muitos até chegam a achar que se trata de virtude a complacência com a qual as pessoas "fecham os olhos" para certas irregularidades e ainda favorecem outras tantas.
Certos "jeitinhos" parecem inocentes ou engraçados, e às vezes até são vistos como sinal de vivacidade e esperteza: por exemplo, quando se fura a fila do ônibus ou do cinema. Ou, então, para pegar o filho na escola, que mal há em parar em fila dupla?
Outros "jeitinhos" não aparecem tão às claras, mas nem por isso são menos tolerados: notas fiscais com valor declarado acima do preço para o comprador levar sua comissão, compras sem emissão de nota fiscal para sonegar impostos, concorrências públicas com “cartas marcadas".
O que intriga nessa história toda é que as pessoas que estão sempre "dando um jeitinho" sabem, na maioria das vezes, que transgridem padrões de comportamento. Mas raciocinam como se isso fosse absolutamente normal, visto que é comum: só eu? E os outros? Todo mundo age assim, quem não fizer o mesmo é trouxa; quem não gosta de levar vantagem em tudo?
Os exemplos dados ora são transgressões medianamente graves (como interromper o trânsito na rua), ora são ações claramente imorais (como o roubo do dinheiro público nas concorrências fraudulentas). Em todos esses casos, o "jeitinho" surge como forma autoritária e individualista de desconsiderar as normas da vivência em coletividade. São comportamentos imorais, anti-éticos.

Ética é a área da filosofia que estuda os valores morais. Valores morais são aqueles valores que uma determinada sociedade tem como bem, são normas de convivência entre as pessoas, que existem para organizar a vida em sociedade. Normas essas que, se seguidas, levam as pessoas e a sociedade ao bem. Neste sentido moral e ética são muito parecidas, quase idênticas. A diferença é que a ética pode ser aplicada ou formal.A ética formal é aquela que reflete, que pensa acerca da origem dos valores. Dessa reflexão surgem normas, regras que são ou devem ser seguidas por todos ou, por um determinado grupo de pessoas: essa é a ética aplicada, ou seja, são as normas morais propriamente ditas.

 A ética estuda as ações humanas e seus porquês. O quanto as nossas ações refletem na vida do outro. O papel da ética é pensar sobre os valores que temos. É refletir sobre a vida em sociedade. Questões como jogar lixo na rua, respeitar os idosos, obedecer às leis, ser justo, honesto, respeitar o meio ambiente, ajudar na medida do possível os outros... Questões mais polêmicas como as drogas, a violência, a sexualidade, o aborto, a eutanásia, questões envolvendo a política. Enfim, o campo da ética é muito amplo. Tudo que diz respeito ao homem diz respeito à ética.
Ética é a busca do bem comum, ou seja, para si e para os outros. Portanto o sujeito que vive isolado, buscando somente seus interesses, não é ético. O sujeito ético é altruísta, se preocupa com os outros.
É por isso que o político que rouba o dinheiro público, o médico que não cumpre suas funções, o professor que não dá suas aulas como deveria, o aluno que não faz as lições e que só faz bagunça, a pessoa que joga lixo na rua, o patrão que não paga de forma justa seus empregados, os programas de televisão que só buscam a audiência, usando pessoas como objetos, como coisas que podem ser exibidas, os pais que não educam os filhos, os filhos que não respeitam os pais... Todas essas ações são antiéticas, imorais, porque elas não visam o bem comum. São ações egocêntricas (egoístas), são ações que não tem valor algum. São ações que não são virtuosas. O que é virtude? Veremos isto nas próximas aulas.

Questões para reflexão

1-     O que você acha dessa cultura do ´´jeitinho brasileiro´´. É certo levar vantagem em tudo, mesmo passando por cima das leis e dos valores morais, sendo antiético ? Dissertação 15 linhas
2-     Você já deu algum jeitinho em alguma situação? Explique.
3-     Quem é honesto no pouco, é honesto no muito. Pequenas atitudes mostram quem você é. Esses ´´ditos populares´´ vão contra a cultura do dar um jeitinho. Você, sinceramente, concorda com esses pensamentos? Explique
4-     O que é Ética e por que ela é importante para vida em sociedade? Explique.
5-     Existe alguma diferença entre um político corrupto e um aluno que não faz as atividades, cabula aulas, cola nas provas ou não vem às aulas dia de sexta-feira? Explique-se em 15 linhas
6-     O problema da ética é que nós queremos que os outros sejam e nós...? Nós cobramos, mas não fazemos ou no máximo só fazemos se o outro faz. Ser ético, é uma questão de consciência e não de esperar pelos outros. Fazer o bem é uma questão de hábito. Nós não dependemos dos outros ou do ambiente para fazer o bem. O que você acha disso? Você é ético e cobra ética dos outros ou você é daqueles que cobra dos outros, mas é adepto da cultura do jeitinho? Dissertação 15 linhas

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Pesquisa sobre os valores

Orientações sobre a pesquisa:


  • Cada grupo fará 10 entrevistas com pessoas maiores de 18 anos;
  • De preferencia, que haja entre esses entrevistados, ao menos uma pessoas homossexual, uma ligada a alguma religião ( pastor, padre, catequista...), ou seja, que conheça a fundo essa religião.
  • Após as entrevista serem realizadas, sera feita a analise dos dados apresentados nas entrevistas;
  • Essa analise sera feita através de gráficos - que são fáceis de serem feitos no excel- e ao final, o grupo apresentará um relatório com os resultados da pesquisa.
  • Não se preocupem, parece difícil; mas não é.Durante as aulas vocês se reunirão e eu os orientarei.
  • Boa pesquisa a todos e levem a sério o trabalho, vocês veram que é melhor estudar quando você é responsável por produzir o conhecimento. Ou alguém prefere matéria na lousa e visto no caderno?  
Viva a busca ao conhecimento. Viva a Filo!!!


Segue abaixo o texto com as questões da entrevista:



Avaliação Valorativa
Idade: __________
Sexo:___________________________________
Gênero-Hetero ou Homossexual: _________________
Estado Civil:___________________________________________________
Profissão: ­­­­­­­­­­­­­­_______________________________________________ 
1-O que são valores? ( Explicar o que são valores)
__________________________________________________________________________
2- Quais valores são importantes para você?
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________
3-Onde você forma os seus valores: na família, na religião, por meio dos amigos...?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________
4- Relativismo é a ideia de que não há valores que sejam os mesmos sempre e para todas as pessoas. É a ideia de que os valores estão em constante mudança, que não há valores que durem. Para você, todos os valores são relativos ou existem valores absolutos, como a família ( pai, mãe e filhos) , os valores transmitidos pela religião,honestidade, justiça,respeito ao próximo, ao meio ambiente...?
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
5- A televisão ajuda a formar valores ou o objetivo dela a audiência para vender os produtos veiculados nos comerciais?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________
6- Qual a sua opinião acerca:
ü  Do homossexualismo
___________________________________________________________________
ü  Da eutanásia- morte provocada para, supostamente, livrar as pessoas do sofrimento
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ü  Da pena de morte
___________________________________________________________________
ü  Da anencefalia- crianças que nascem sem o cérebro
______________________________________________________________________
ü  Aborto_________________________________________________________________
ü  Pedofilia- relação sexual com crianças
___________________________________________________________________
ü  Eugenia- raça pura, melhoramento genético de seres humanos
___________________________________________________________________

ü  Incesto- relação sexual entre parentes consanguíneos de primeiro grau: pai i filha, mãe e filho... ______________________________________________________________
ü  Clonagem humana____________________________________________________
7- Existe alguma diferença entre aborto e assassinato? Qual?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________
8- O que torna o homossexualismo, a pedofilia e o incesto diferentes? Ou são coisas iguais?
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9- Você se deixa levar pelos meios de comunicação na hora de definir os seus valores?
_____________________________________________________________________________
10- Se os meios de comunicação, dissessem e mostrassem ( nas novelas, nos comerciais), que a pedofilia, o aborto, a eutanásia são coisas normais, você se deixaria levar pelo que eles dizem?
_________________________________________________________________________
11- Você teria coragem de ir contra a opinião da maioria para defender os seus valores? Por exemplo: se todas as pessoas são a favor do aborto e só você é contra; você manteria sua opinião?
____________________________________________________________________________
12- Qual o papel da família na construção dos valores?
_____________________________________________________________________________
13- Em sua opinião, a família esta cumprindo o papel de formar valores? Explique.
_________________________________________________________________________
14- Para você, porque há tantos jovens com filhos muito cedo?
__________________________________________________________________________
15- Você deixaria seu filho (a), dormir na casa do namorado (a )?E o inverso: você deixaria a namorada (o) de seu filho ( a ), dormir na sua casa? Explique.

Os insetos e os insensatos: quem é pior?






Insetos Interiores
Notas de um observador:
Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.
A futilidade encarrega se de "mais tralos'.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, "infértebrados".
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se

A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.

Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.



Obs: Assim são, alguns, seres humanos; aqueles que são escravos da ignorância,da televisão, do funk, das roupas de marca,da futilidade... 


Àgora Virtual: Faça seu comentário acerca da música e da observação feita no fim da letra; vc concorda com o que esta escrito?

domingo, 6 de maio de 2012



Simplicidade não é ignorância; é falta de oportunidade...quem é o verdadeiro ignorante: aquele que não quer aprender, ou aquele que não teve oportunidade de aprender? O Teatro Mágico...música para mentes inteligentes...prá poucos...esses são os raros: entrem.


Você valoriza a educação ou é daquele tipo que vai à escola só para "zuar", responder a chamada e ir embora na primeira oportunidade que o portão abre? Você, verdadeiramente, busca o conhecimento ou não tá nem aí para isso?  Deixe seu comentário!!!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A ignorância

Ela é uma praga que se espalha de forma sorrateira, disfarçado... e cega, escraviza,atrofia as mentes.

Lutemos.Saimos às ruas dos livros, dos documentários, dos bons sites da internet...desliguemos as tvs; liguemos nossas mentes.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Para que serve a Filosofia?

Uma introdução às aulas de filosofia do maravilhoso e modesto professor Edivan



Essa é uma pergunta fácil com resposta difícil e que requeria um texto enorme com vários argumentos para demonstrar a sua validade.Entretanto prefiro ser, apesar de não  recomendado em filosofia, simples: filosofia serve para nos tirar da ignorância, essa é a resposta.Aqui cabe uma explicação; ignorar é não saber.Nesse sentido todos, em maior ou menor grau, somos ignorantes.Não há um ser vivo que saiba tudo.A questão é: permanecer na ignorância é uma coisa boa? Penso que a resposta para essa pergunta seja não, não é bom que permaneçamos na ignorância.

E, para que saiamos da ignorância e passemos a conhecer, passemos a saber como as coisas são de verdade, existe a filosofia.Ela existe para que deixemos de fazer aquilo que todos fazem, por modinha.Para que deixemos de acreditar em tudo que a TV e os jornais nos dizem- há muita mentira na tv.Para que deixemos de pensar que a vida é só diversão e passemos a nos divertir,sim, mas,  pensar um pouco no futuro, nas pessoas que nos amam e nos nossos projetos.Para que levemos a escola a sério ao invés de só virmos a ela responder a chamada e ganhar nota para passar de ano.Passar de ano todos passam, não é mérito nenhum, a questão é como se passa de ano? Passa-se de ano/série e se aprende algo ou se passa de ano continuando ignorantes em relação ao que foi visto.
Mas para filosofarmos se faz necessário pensar.É é isso que a filosofia nos faz, ela nos faz pensar na nossa vida, nas nossas atitudes em relação ao mundo que vivemos e as pessoas que estão ao nosso redor.

Filosofar é pensar, refletir sobre os temas que vimos acima.Mas não de qualquer forma.A filosofia requer uma reflexão apurada, séria, que tenha fundamento.Ela requer que se demonstre racionalmente  aquilo que se fala e escreve.Não é qualquer frase de boléia de caminhão ou de revista que é filosofia.Vocês verão que, quando se tem o mínimo de atenção às aulas, se faz as anotações e os trabalhos, as aulas de filosofia são " até legais", a única coisa ruim é o professor que é chato e " pega no pé" cobrando textos bem escritos, com argumentos claros e bem organizados ( com numero determinado de linha as vezes).

Pessoas,sejam bem vindos a vida escolar adulta! Adeus hábitos de pirralho e escravos.
Contem comigo para tudo...menos para dinheiro, eh! Abraços.

Como participar do Blog- Passo a Passo!!!

Pessoas, nós vamos durante esse ano trabalhar muitas coisas aqui no blog, ele é nosso, portanto, conto com a participação de todos.E para que  o trabalho seja organizado se faz necessário o cadastro de seguidor de todos, é fácil e rápido:

É só ir na parte onde esta escrito seguir e clicar.Depois você colocar seu email, pode ser o que você usa no orkut, facebook ou outro, se você não tiver é só fazer um é fácil.Depois você clica em seguir publicamente e pronto eu já posso corrigir seus posts( participação).Valeu!

E para que você faça sua estreia aqui no blog lá vem a primeira atividade:

Sabemos que o que mais ajuda no desenvolvimento de um pais, de uma cidade... de uma pessoa é a educação.E a escola é onde temos a oportunidade de nos preparar para a vida,isso posto, eu vos pergunto: Porque algumas pessoas não levam a escola a sério?

 Entre e deixe sua opinião! Abraços.

Prof.Edy Mota  

Alienação da TV


O que é valor

Olhe à sua volta. Escolha um objeto ou pessoa e faça um juízo de realidade: a) esta caneta é azul; b) esta caneta é nova; c) Maria saiu por aquela porta; d) a barraca está cheia de frutas; e) João foi à igreja. Observe também que, ao mesmo tempo, é inevitável fazer juízos de valor: a) esta caneta azul não é tão bonita quanto à vermelha; b) a caneta antiga escrevia melhor que esta; c) Maria não deveria ter saído antes de terminar o trabalho; d) as frutas fazem bem à saúde; e) orar reconforta o espírito. No primeiro caso trata-se de avaliação estética, no segundo considera-se o valor de utilidade, no terceiro parece ocorrer a transgressão de um valor moral, no quarto há referência ao valor vital e, no último, ao valor religioso.

Há, portanto, o mundo das coisas e o mundo dos valores. Mas não podemos dizer que os valores são da mesma maneira que as coisas são. Isto é, não existe o valor em si enquanto coisa, mas o valor é sempre uma relação entre o sujeito que valora e o objeto valorado.Atribuir um valor a alguma coisa é não ficar indiferente a ela. Portanto, a não-indiferença é a principal característica do valor.Isso significa que os valores existem na ordem da afetividade, ou seja, não ficamos indiferentes diante de alguma coisa ou pessoa, pois somos sempre afetados por elas de alguma forma. Reclamamos da caneta que não escreve bem, ouvimos várias vezes com prazer a música de nossa preferência, recriminamos quem usa de violência e assim por diante.

Valorar é uma experiência fundamentalmente humana que se encontra no centro de toda escolha de vida. Fazer um plano de ação nada mais é do que dar prioridade a certos valores, ou seja, escolher o que é melhor (seja do ponto de vista moral, utilitário etc.) e evitar o que é prejudicial para se atingir os fins propostos.A conseqüência de qualquer valoração é, sem dúvida, dar regras para a ação prática. Assim, se o ar é um valor para o ser vivo, é preciso evitar que a poluição atmosférica prejudique a qualidade desse bem indispensável. Se a credibilidade é um valor, não posso estar o tempo todo mentindo, caso contrário as relações humanas ficariam prejudicadas. Portanto, diante daquilo que é, a experiência dos valores orienta para o que deve ser.Moral é o conjunto de regras de conduta consideradas válidas para um grupo ou para uma pessoa.

De onde vêm os valores?

Se os valores não são coisas, pois resultam da experiência vivida pelo homem ao se relacionar com o mundo e os outros homens, talvez pudéssemos concluir que tais experiências variam conforme o povo e a época. É o que parece nos sugerir a diversidade de costumes: para algumas tribos, é indispensável matar os velhos e as crianças que nascem com algum defeito, o que para nós pode parecer incrível crueldade. Na Idade Média era proibido dissecar cadáveres, e no entanto as instituições de justiça tinham o direito de torturar seres vivos. Nosso costume de comer bife escandaliza o hindu, para quem a vaca é animal sagrado.Isso significa que os valores são em parte herdados da cultura. Aliás, a primeira compreensão que temos do mundo é fundada no solo dos valores da comunidade a que pertencemos.

Em tese, tais valores existem para que a sociedade subsista, mantenha a integridade e possa se desenvolver.Ou seja, a moral existe para se viver melhor. Talvez essa afirmação cause espanto, se considerarmos que as regras morais são concebidas como condição de repressão humana, sendo, assim, geradoras de infelicidade. Isso também é verdadeiro, mas só enquanto deformação da moral autêntica e em contexto diferente daquele que estamos considerando aqui. O que nos interessa enfatizar, em um primeiro momento, é que os grupos humanos precisam de regras para viver bem.

Por isso é possível entender como, em certas tribos, onde há escassez de alimentação, há o costume de matar crianças defeituosas e velhos incapazes de produzir, uma vez que se tornam peso prejudicial à sobrevivência do grupo.
Dito de outra forma, mesmo que varie o conteúdo das regras morais, conforme a época ou lugar, todas as comunidades têm a necessidade formal de regras morais. É formalmente correto que a coragem é melhor que a covardia, que a amizade é um valor desejável entre os membros de um grupo. No entanto, a coragem é um valor formal cujo conteúdo varia. Tomemos um exemplo corriqueiro, ainda que não referente à moral propriamente dita: se alguns riem do caipira com medo de atravessar a avenida na grande cidade, certamente será ele que rirá do citadino assustado com sapos e cobras na fazenda. Transportando o exemplo para o campo da moral, a coragem do guerreiro da tribo é certamente diferente da coragem do homem urbano desafiado, por exemplo, pelos riscos da corrupção. Se a amizade é um valor universal, a sua expressão varia conforme os costumes. Na sociedade patriarcal, em que a mulher se encontra confinada ao lar e subordinada ao homem, é impensável que ela tenha amigos do sexo masculino fora do círculo de amizades do seu próprio marido ou distante do seu olhar benevolente. Isso muda nos núcleos urbanos, após a liberação da mulher para o trabalho fora do lar.

 O sujeito moral

Seriam então os valores, além de relativos ao lugar e ao tempo, também subjetivos, isto é, dependentes das avaliações de cada indivíduo?
Se cada um pudesse fazer o que bem entendesse, não haveria moral propriamente dita. O sujeito moral tem a intuição dos valores como resultado da intersubjetividade, ou seja, da relação com os outros. Não é o sujeito solitário que se torna moral, pois a moral se funda na solidariedade: é pela descoberta e pelo reconhecimento do outro que cada homem se descobre a si mesmo. Intuir o valor é descobrir aquele que convém à sobrevivência e felicidade do sujeito enquanto pertencente a um grupo.

O que acontece com freqüência é que, em certas épocas, não há condições de se perceber alguns valores — por exemplo, que a escravidão é desprezível —, e outras épocas em que valores fundamentais são esquecidos: na cidade grande, o individualismo exacerbado torna as pessoas menos generosas e mais desconfiadas.
O sujeito moral surge quando, ao responder à pergunta "como devo viver?", o faz com pretensão de validade universal. Ou seja, o sujeito moral não é o eu empírico, individual, egoísta, mas é o eu enquanto capaz de reconhecer o Outro como sendo um Outro-Eu: o Outro é tão importante quanto eu sou.Ninguém nasce moral, mas torna-se moral. Há uma longa caminhada a ser percorrida para a aprendizagem de descentralização do eu subjetivo, a fim de superar o egocentrismo infantil e tornar-se capaz de "conviver".

O homem virtuoso

Quando nos referimos ao homem virtuoso, a imagem que nos vem é de alguém amável, dócil, cordato,capaz de renúncia e pronto para servir aos outros. Trata-se de uma representação inadequada e muitas vezes perigosa. Nietzsche referia-se à "moral de escravos" como sendo aquela em que as falsas virtudes se fundam nafraqueza, no servilismo, na renúncia do amor de si e, portanto, na negação dos valores vitais.A palavra virtude vem do latim vir, que designa "o homem", "o varão" (daí o adjetivo viril). Virtus é "poder","força", "capacidade". O termo grego areté significa "qualidade da excelência", "mérito". Portanto, o homem virtuoso nada tem de frágil; ao contrário, virtude é capacidade de ação, é potência. Para Kant, a "virtude é a força de resolução que o homem revela na realização do seu dever".A virtude, enquanto disposição para querer o bem, supõe a coragem de assumir os valores escolhidos e enfrentar os obstáculos que dificultam a ação.
Por isso a noção de virtude não se restringe a apenas um ato moral, mas consiste na repetição e continuidade do agir morai. Aristóteles já afirmava que "uma andorinha, só, não faz verão", para dizer que a virtude não se resume no ato ocasional e fortuito, mas precisa se tornar um hábito.

Obrigação e liberdade

No breve percurso que fizemos até aqui, percebemos que o ato moral é complexo e supõe contradições insolúveis entre social e pessoal, tradição e inovação e assim por diante. Não há como optar por apenas um lado da questão, mas é preciso admitir que tais contradições constituem o próprio "tecido" da moral.
Continuando na mesma linha, não deixa de nos causar perplexidade o fato de que o ato moral exige obrigação e liberdade. Vejamos do que se trata:

Se a construção da consciência moral se realiza a partir da aprendizagem da convivência entre os homens, é preciso admitir que o ato moral é um ato de vontade. Como tal, distingue-se do desejo, já que este é involuntário, surge com maior ou menor força e traz a exigência de realização. No entanto, é impossível atender a todos os desejos por serem inúmeros e antagônicos, e também porque a vida em comum seria inviável. A moral surge pois do controle do desejo. Evidentemente, não se trata da repressão do desejo, pois o que se busca não é a sua anulação, mas a consciência clara do indivíduo que escolhe e decide o que deve ser feito em determinada situação.O ato voluntário resulta da consciência da obrigação moral. Só que o dever moral não pode ser entendido como constrangimento externo, como coação de uns sobre outros, pois a submissão ao dever precisa ser livremente assumida. Ou seja, só há autêntica moral quando o indivíduo age por sua própria iniciativa, enquanto ser de liberdade. Autonomia (de auto, "próprio") significa autodeterminação, capacidade de decidir por si próprio a partir dos condicionamentos e determinismos.

Por isso, todo ato moral está sujeito a sanção, ou seja, merece aprovação ou desaprovação, elogio ou censura.
O senso moral reage porque nossa afetividade foi atingida: certos atos considerados imorais, como por exemplo o assassinato de uma criança, provocam-nos indignação.

Progresso moral

Nem sempre a mudança moral equivale a progresso moral. Existe progresso quando se dá um avanço com melhoria de qualidade. Isso significa que certos valores antigos não precisam ser considerados necessariamente ultrapassados, da mesma forma que valores dos "novos tempos" algumas vezes podem não indicar progresso.
Quais seriam então os critérios para avaliar o progresso moral? Examinemos alguns deles.

• Ampliação da esfera moral: certos atos, cujo cumprimento antes era garantido por força legal (direito), por constrangimento social (costumes) ou por imposição religiosa, passam a ser cumpridos por exclusiva obrigação moral.

Por exemplo, um pai divorciado não precisaria da lei para reconhecer a obrigação de continuar sustentando seus filhos menores de idade. Por outro lado, certas situações em que as pessoas fazem o bem tendo em vista a recompensa divina são indicações de diminuição da esfera moral, porque, nesse caso, o estímulo para a ação não é a obrigação moral, mas certa "barganha" visando recompensa.

• Caráter consciente e livre da ação: a responsabilidade moral está na exigência de um compromisso livremente assumido.

Responsável é a pessoa que reconhece seus atos como resultantes da vontade e responde pelas conseqüências deles. • Grau de articulação entre interesses coletivos e pessoais: enquanto nas tribos primitivas o coletivo predomina sobre o pessoal, nas sociedades contemporâneas o individualismo exacerbado tende a desconsiderar os interesses da coletividade.

É importante que o desenvolvimento de cada um não seja feito à revelia do desenvolvimento dos demais. O último item nos faz refletir sobre as relações entre política e moral. Embora sejam campos de ação diferentes e sem dúvidas autônomas, política e moral estão estreitamente relacionadas.

A política diz respeito às ações relativas ao poder e à administração dos assuntos públicos. Quando há desequilíbrio de poder na sociedade, e a maior parte das pessoas não atinge a cidadania plena, isto é, não tem formas de atuação política, isso repercute na moral individual de inúmeras maneiras: as exigências de competição para manter ou alcançar privilégios e a luta pela sobrevivência na sociedade desigual elevam a níveis intoleráveis o egoísmo e o individualismo, geradores de violência dos mais diversos tipos. É assim que se pode falar em falta de ética tanto diante da malversação de verbas públicas, provocando, por exemplo, o colapso da rede de hospitais(quem há de negar que se trata de violência?), como também é imoral seqüestrar ou assaltar a mão armada.




Virtudes e Felicidade em Aristóteles

Felicidade e Virtude em Aristóteles Como, ao que parece, há muitos fins e podemos buscar alguns em vista de outros: por exemplo, a ...