Lutemos.Saimos às ruas dos livros, dos documentários, dos bons sites da internet...desliguemos as tvs; liguemos nossas mentes.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
A ignorância
Ela é uma praga que se espalha de forma sorrateira, disfarçado... e cega, escraviza,atrofia as mentes.

Lutemos.Saimos às ruas dos livros, dos documentários, dos bons sites da internet...desliguemos as tvs; liguemos nossas mentes.
Lutemos.Saimos às ruas dos livros, dos documentários, dos bons sites da internet...desliguemos as tvs; liguemos nossas mentes.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Para que serve a Filosofia?
Uma introdução às aulas de filosofia do maravilhoso e modesto professor Edivan
Essa é uma pergunta fácil com resposta difícil e que requeria um texto enorme com vários argumentos para demonstrar a sua validade.Entretanto prefiro ser, apesar de não recomendado em filosofia, simples: filosofia serve para nos tirar da ignorância, essa é a resposta.Aqui cabe uma explicação; ignorar é não saber.Nesse sentido todos, em maior ou menor grau, somos ignorantes.Não há um ser vivo que saiba tudo.A questão é: permanecer na ignorância é uma coisa boa? Penso que a resposta para essa pergunta seja não, não é bom que permaneçamos na ignorância.
E, para que saiamos da ignorância e passemos a conhecer, passemos a saber como as coisas são de verdade, existe a filosofia.Ela existe para que deixemos de fazer aquilo que todos fazem, por modinha.Para que deixemos de acreditar em tudo que a TV e os jornais nos dizem- há muita mentira na tv.Para que deixemos de pensar que a vida é só diversão e passemos a nos divertir,sim, mas, pensar um pouco no futuro, nas pessoas que nos amam e nos nossos projetos.Para que levemos a escola a sério ao invés de só virmos a ela responder a chamada e ganhar nota para passar de ano.Passar de ano todos passam, não é mérito nenhum, a questão é como se passa de ano? Passa-se de ano/série e se aprende algo ou se passa de ano continuando ignorantes em relação ao que foi visto.
Mas para filosofarmos se faz necessário pensar.É é isso que a filosofia nos faz, ela nos faz pensar na nossa vida, nas nossas atitudes em relação ao mundo que vivemos e as pessoas que estão ao nosso redor.
Filosofar é pensar, refletir sobre os temas que vimos acima.Mas não de qualquer forma.A filosofia requer uma reflexão apurada, séria, que tenha fundamento.Ela requer que se demonstre racionalmente aquilo que se fala e escreve.Não é qualquer frase de boléia de caminhão ou de revista que é filosofia.Vocês verão que, quando se tem o mínimo de atenção às aulas, se faz as anotações e os trabalhos, as aulas de filosofia são " até legais", a única coisa ruim é o professor que é chato e " pega no pé" cobrando textos bem escritos, com argumentos claros e bem organizados ( com numero determinado de linha as vezes).
Pessoas,sejam bem vindos a vida escolar adulta! Adeus hábitos de pirralho e escravos.
Contem comigo para tudo...menos para dinheiro, eh! Abraços.
Como participar do Blog- Passo a Passo!!!
Como participar do Blog- Passo a Passo!!!
Pessoas, nós vamos durante esse ano trabalhar muitas coisas aqui no blog, ele é nosso, portanto, conto com a participação de todos.E para que o trabalho seja organizado se faz necessário o cadastro de seguidor de todos, é fácil e rápido:
É só ir na parte onde esta escrito seguir e clicar.Depois você colocar seu email, pode ser o que você usa no orkut, facebook ou outro, se você não tiver é só fazer um é fácil.Depois você clica em seguir publicamente e pronto eu já posso corrigir seus posts( participação).Valeu!
É só ir na parte onde esta escrito seguir e clicar.Depois você colocar seu email, pode ser o que você usa no orkut, facebook ou outro, se você não tiver é só fazer um é fácil.Depois você clica em seguir publicamente e pronto eu já posso corrigir seus posts( participação).Valeu!
E para que você faça sua estreia aqui no blog lá vem a primeira atividade:
Sabemos que o que mais ajuda no desenvolvimento de um pais, de uma cidade... de uma pessoa é a educação.E a escola é onde temos a oportunidade de nos preparar para a vida,isso posto, eu vos pergunto: Porque algumas pessoas não levam a escola a sério?
Entre e deixe sua opinião! Abraços.
Entre e deixe sua opinião! Abraços.
Prof.Edy Mota
O
que é valor
Olhe
à sua volta. Escolha um objeto ou pessoa e faça um juízo de realidade: a) esta
caneta é azul; b) esta caneta é nova; c) Maria saiu por aquela porta; d) a
barraca está cheia de frutas; e) João foi à igreja. Observe também que, ao
mesmo tempo, é inevitável fazer juízos de valor: a) esta caneta azul não é tão
bonita quanto à vermelha; b) a caneta antiga escrevia melhor que esta; c) Maria
não deveria ter saído antes de terminar o trabalho; d) as frutas fazem bem à
saúde; e) orar reconforta o espírito. No primeiro caso trata-se de avaliação
estética, no segundo considera-se o valor de utilidade, no terceiro parece
ocorrer a transgressão de um valor moral, no quarto há referência ao valor
vital e, no último, ao valor religioso.
Há, portanto, o mundo das coisas e o mundo dos valores. Mas não podemos dizer que os valores são da mesma maneira que as coisas são. Isto é, não existe o valor em si enquanto coisa, mas o valor é sempre uma relação entre o sujeito que valora e o objeto valorado.Atribuir um valor a alguma coisa é não ficar indiferente a ela. Portanto, a não-indiferença é a principal característica do valor.Isso significa que os valores existem na ordem da afetividade, ou seja, não ficamos indiferentes diante de alguma coisa ou pessoa, pois somos sempre afetados por elas de alguma forma. Reclamamos da caneta que não escreve bem, ouvimos várias vezes com prazer a música de nossa preferência, recriminamos quem usa de violência e assim por diante.
Valorar
é uma experiência fundamentalmente humana que se encontra no centro de toda
escolha de vida. Fazer um plano de ação nada mais é do que dar prioridade a
certos valores, ou seja, escolher o que é melhor (seja do ponto de vista moral,
utilitário etc.) e evitar o que é prejudicial para se atingir os fins
propostos.A
conseqüência de qualquer valoração é, sem dúvida, dar regras para a ação
prática. Assim, se o ar é um valor para o ser vivo, é preciso evitar que a
poluição atmosférica prejudique a qualidade desse bem indispensável. Se a
credibilidade é um valor, não posso estar o tempo todo mentindo, caso contrário
as relações humanas ficariam prejudicadas. Portanto, diante daquilo que é, a
experiência dos valores orienta para o que deve ser.Moral é o conjunto de
regras de conduta consideradas válidas para um grupo ou para uma pessoa.
De onde vêm os valores?
Se
os valores não são coisas, pois resultam da experiência vivida pelo homem ao se
relacionar com o mundo e os outros homens, talvez pudéssemos concluir que tais
experiências variam conforme o povo e a época. É o que parece nos sugerir a
diversidade de costumes: para algumas tribos, é indispensável matar os velhos e
as crianças que nascem com algum defeito, o que para nós pode parecer incrível
crueldade. Na Idade Média era proibido dissecar cadáveres, e no entanto as
instituições de justiça tinham o direito de torturar seres vivos. Nosso costume
de comer bife escandaliza o hindu, para quem a vaca é animal sagrado.Isso
significa que os valores são em parte herdados da cultura. Aliás, a primeira
compreensão que temos do mundo é fundada no solo dos valores da comunidade a
que pertencemos.
Em
tese, tais valores existem para que a sociedade subsista, mantenha a
integridade e possa se desenvolver.Ou seja, a moral existe para se viver melhor.
Talvez essa afirmação cause espanto, se considerarmos que as regras morais são
concebidas como condição de repressão humana, sendo, assim, geradoras de
infelicidade. Isso também é verdadeiro, mas só enquanto deformação da moral
autêntica e em contexto diferente daquele que estamos considerando aqui.
O que nos interessa enfatizar, em um primeiro momento, é que os grupos humanos
precisam de regras para viver bem.
Por
isso é possível entender como, em certas tribos, onde há escassez de
alimentação, há o costume de matar crianças defeituosas e velhos incapazes de
produzir, uma vez que se tornam peso prejudicial à sobrevivência do grupo.
Dito
de outra forma, mesmo que varie o conteúdo das regras morais, conforme a época
ou lugar, todas as comunidades têm a necessidade formal de regras morais. É
formalmente correto que a coragem é melhor que a covardia, que a amizade é um
valor desejável entre os membros de um grupo. No entanto, a coragem é um valor
formal cujo conteúdo varia. Tomemos um exemplo corriqueiro, ainda que não
referente à moral propriamente dita: se alguns riem do caipira com medo de
atravessar a avenida na grande cidade, certamente será ele que rirá do citadino
assustado com sapos e cobras na fazenda. Transportando o exemplo para o campo
da moral, a coragem do guerreiro da tribo é certamente diferente da coragem do
homem urbano desafiado, por exemplo, pelos riscos da corrupção. Se a amizade é
um valor universal, a sua expressão varia conforme os costumes. Na sociedade
patriarcal, em que a mulher se encontra confinada ao lar e subordinada ao
homem, é impensável que ela tenha amigos do sexo masculino fora do círculo de
amizades do seu próprio marido ou distante do seu olhar benevolente. Isso muda
nos núcleos urbanos, após a liberação da mulher para o trabalho fora do lar.
O
sujeito moral
Seriam
então os valores, além de relativos ao lugar e ao tempo, também subjetivos,
isto é, dependentes das avaliações de cada indivíduo?
Se
cada um pudesse fazer o que bem entendesse, não haveria moral propriamente
dita. O sujeito moral tem a intuição dos valores como resultado da
intersubjetividade, ou seja, da relação com os outros. Não é o sujeito
solitário que se torna moral, pois a moral se funda na solidariedade: é pela
descoberta e pelo reconhecimento do outro que cada homem se descobre a si
mesmo. Intuir o valor é descobrir aquele que convém à sobrevivência e
felicidade do sujeito enquanto pertencente a um grupo.
O que acontece com freqüência é que, em certas épocas, não há condições de se perceber alguns valores — por exemplo, que a escravidão é desprezível —, e outras épocas em que valores fundamentais são esquecidos: na cidade grande, o individualismo exacerbado torna as pessoas menos generosas e mais desconfiadas.
O
sujeito moral surge quando, ao responder à pergunta "como devo
viver?", o faz com pretensão de validade universal. Ou seja, o sujeito
moral não é o eu empírico, individual, egoísta, mas é o eu enquanto capaz de
reconhecer o Outro como sendo um Outro-Eu: o Outro é tão importante quanto eu
sou.Ninguém
nasce moral, mas torna-se moral. Há uma longa caminhada a ser percorrida para a
aprendizagem de descentralização do eu subjetivo, a fim de superar o
egocentrismo infantil e tornar-se capaz de "conviver".
O
homem virtuoso
Quando
nos referimos ao homem virtuoso, a imagem que nos vem é de alguém amável,
dócil, cordato,capaz de renúncia e pronto para servir aos outros. Trata-se de
uma representação inadequada e muitas vezes perigosa. Nietzsche referia-se à
"moral de escravos" como sendo aquela em que as falsas virtudes se
fundam nafraqueza,
no servilismo, na renúncia do amor de si e, portanto, na negação dos valores
vitais.A
palavra virtude vem do latim vir, que designa "o homem", "o
varão" (daí o adjetivo viril). Virtus é "poder","força",
"capacidade". O termo grego areté significa "qualidade da
excelência", "mérito". Portanto, o homem virtuoso nada tem de
frágil; ao contrário, virtude é capacidade de ação, é potência. Para Kant, a
"virtude é a força de resolução que o homem revela na realização do seu
dever".A
virtude, enquanto disposição para querer o bem, supõe a coragem de assumir os
valores escolhidos e enfrentar os obstáculos que dificultam a ação.
Por
isso a noção de virtude não se restringe a apenas um ato moral, mas consiste na
repetição e continuidade do agir morai. Aristóteles já afirmava que "uma
andorinha, só, não faz verão", para dizer que a virtude não se resume no
ato ocasional e fortuito, mas precisa se tornar um hábito.
Obrigação
e liberdade
No
breve percurso que fizemos até aqui, percebemos que o ato moral é complexo e
supõe contradições insolúveis entre social e pessoal, tradição e inovação e
assim por diante. Não há como optar por apenas um lado da questão, mas é
preciso admitir que tais contradições constituem o próprio "tecido"
da moral.
Continuando
na mesma linha, não deixa de nos causar perplexidade o fato de que o ato moral
exige obrigação e liberdade. Vejamos do que se trata:
Se a construção da consciência moral se realiza a partir da aprendizagem da convivência entre os homens, é preciso admitir que o ato moral é um ato de vontade. Como tal, distingue-se do desejo, já que este é involuntário, surge com maior ou menor força e traz a exigência de realização. No entanto, é impossível atender a todos os desejos por serem inúmeros e antagônicos, e também porque a vida em comum seria inviável. A moral surge pois do controle do desejo. Evidentemente, não se trata da repressão do desejo, pois o que se busca não é a sua anulação, mas a consciência clara do indivíduo que escolhe e decide o que deve ser feito em determinada situação.O ato voluntário resulta da consciência da obrigação moral. Só que o dever moral não pode ser entendido como constrangimento externo, como coação de uns sobre outros, pois a submissão ao dever precisa ser livremente assumida. Ou seja, só há autêntica moral quando o indivíduo age por sua própria iniciativa, enquanto ser de liberdade. Autonomia (de auto, "próprio") significa autodeterminação, capacidade de decidir por si próprio a partir dos condicionamentos e determinismos.
Por
isso, todo ato moral está sujeito a sanção, ou seja, merece aprovação ou
desaprovação, elogio ou censura.
O
senso moral reage porque nossa afetividade foi atingida: certos atos
considerados imorais, como por exemplo o assassinato de uma criança,
provocam-nos indignação.
Progresso
moral
Nem sempre a mudança moral equivale a progresso moral. Existe progresso quando se dá um avanço com melhoria de qualidade. Isso significa que certos valores antigos não precisam ser considerados necessariamente ultrapassados, da mesma forma que valores dos "novos tempos" algumas vezes podem não indicar progresso.
Quais
seriam então os critérios para avaliar o progresso moral? Examinemos alguns
deles.
•
Ampliação da esfera moral: certos atos, cujo cumprimento antes era garantido
por força legal (direito), por constrangimento social (costumes) ou por
imposição religiosa, passam a ser cumpridos por exclusiva obrigação moral.
Por
exemplo, um pai divorciado não precisaria da lei para reconhecer a obrigação de
continuar sustentando seus filhos menores de idade. Por outro lado, certas
situações em que as pessoas fazem o bem tendo em vista a recompensa divina são
indicações de diminuição da esfera moral, porque, nesse caso, o estímulo para a
ação não é a obrigação moral, mas certa "barganha" visando
recompensa.
•
Caráter consciente e livre da ação: a responsabilidade moral está na exigência
de um compromisso livremente assumido.
Responsável
é a pessoa que reconhece seus atos como resultantes da vontade e responde pelas
conseqüências deles. • Grau de articulação entre interesses coletivos e
pessoais: enquanto nas tribos primitivas o coletivo predomina sobre o pessoal,
nas sociedades contemporâneas o individualismo exacerbado tende a desconsiderar
os interesses da coletividade.
É
importante que o desenvolvimento de cada um não seja feito à revelia do
desenvolvimento dos demais. O último item nos faz refletir sobre as relações
entre política e moral. Embora sejam campos de ação diferentes e sem dúvidas
autônomas, política e moral estão estreitamente relacionadas.
A
política diz respeito às ações relativas ao poder e à administração dos
assuntos públicos. Quando há desequilíbrio de poder na sociedade, e a maior
parte das pessoas não atinge a cidadania plena, isto é, não tem formas de
atuação política, isso repercute na moral individual de inúmeras maneiras: as
exigências de competição para manter ou alcançar privilégios e a luta pela
sobrevivência na sociedade desigual elevam a níveis intoleráveis o egoísmo e o
individualismo, geradores de violência dos mais diversos tipos. É assim que se
pode falar em falta de ética tanto diante da malversação de verbas públicas,
provocando, por exemplo, o colapso da rede de hospitais(quem
há de negar que se trata de violência?), como também é imoral seqüestrar ou
assaltar a mão armada.
Assinar:
Comentários (Atom)
Virtudes e Felicidade em Aristóteles
Felicidade e Virtude em Aristóteles Como, ao que parece, há muitos fins e podemos buscar alguns em vista de outros: por exemplo, a ...
-
A campanha eleitoral para presidente foi para o segundo turno e para quem acompanhou ou esta acompanhando viu que há um tema novo: o abort...
-
O Pensar Filosófico O pensamento e a reflexão são as ferramentas da filosofia. Mas para que elas sejam bem utilizadas se faz necessário...