terça-feira, 26 de março de 2013

A angústia


O papel da angústia em Heidegger e Kierkegaard
Mariah de Olivieri
A obra fundamental de Heidegger que aponta para a questão da angústia é Ser e Tempo (1989). Nesta obra, ele aborda a questão do Ser e, sobretudo, instaura uma nova abordagem da metafísica, onde o indivíduo, abandonado por Deus, busca esclarecer por si mesmo o que é o Ser. Heidegger estabelece a distinção entre Ser e Ente; segundo ele, o homem não é o Ser, mas aquele que o interroga. Assim é que o indivíduo é para si mesmo um Ente, ou seja, uma existência concreta, que tem o privilégio de questionar o Ser: “É o homem que faz advir o ser” (HUISMAN, 2001, p.102).
Dasein[1] é a própria possibilidade para o indivíduo de interrogar o Ser, é o campo de manifestação do Ser. Heidegger afirma que é a angústia que possibilita ao indivíduo o encontro com o Ser, onde nada está pré-determinado, onde o indivíduo tem o poder de realizar o seu destino. A angústia é a inquietação do indivíduo frente às questões do Ser; este sentimento descortina o abismo do nada, e possibilita ao indivíduo escutar no profundo do fundo de si, a sua verdade:
Enquanto possibilidade de ser da pre-sença, a angústia, junto com a própria pré-sença que nela se abre, oferece o solo fenomenal para a apreensão explícita da totalidade originária da pre-sença. Esse ser desentranha-se como cura (HEIDEGGER, 1988, p. 245).
Por sua vez, Gama estabelece que:
Então, o “encontrar-se aí” da angústia revela, pois, o modo de ser do Dasein: ele é pura finitude e fragilidade, falta-lhe um fundamento, um sentido, uma certeza sustentada por um ser transcendente (GAMA, 2002, p.125). 
Portanto, Heidegger define a angústia como a própria condição humana, a qual tem um valor ontológico, porque revela a apreensão dolorosa da inevitabilidade da existência. Heidegger não considera a angústia uma escolha do indivíduo que quer evoluir enquanto ser, e sim como um fato inevitável da vida humana. Neste sentido, pode-se dizer que:
Na angústia, diz-nos Heidegger, acompanhando Kierkegaard, o que nos ameaça não está em parte alguma. Não estando em parte alguma, a ameaça entretém relação com algo que não é intramundano” [...] É afinal o Dasein mesmo que nos angustia, porque já sem a proteção do cotidiano, revelando-se, então, nesse sentimento; o poder-ser livre, a possibilidade de escolha [...] (NUNES, 2004, p.19). 
Em se tratando de subjetividade, Heidegger se assemelha a Kierkegaard, concordando que o indivíduo deve assumir a responsabilidade por sua construção enquanto indivíduo, e individualidade, despindo-se dessa maneira de tudo o que lhe foi imposto: dogmas, preconceitos, entre outros; enfim, tudo o que leva o indivíduo à não ser ele mesmo, isto é, um indivíduo autêntico, um indivíduo único. Como afirma Heidegger, o indivíduo é em si mesmo sua própria luz, um projeto nunca acabado, tendo sempre que se construir. Assim, urge a necessidade de que, através da angústia, o indivíduo se desconstrua, para se reconstruir enquanto indivíduo.
Angústia e cuidado, vistos no horizonte da temporalidade, constituem o núcleo da concepção heideggeriana de existência. A angústia pode ser compreendida como a experiência original do tempo humano, o tempo vivido, base da própria existência (GAMA, 2002, p.125).
Neste processo de busca em alcançar sua individualidade, o restado para o indivíduo é uma profunda perturbação, que o leva à angústia, pois afinal, ele questiona sem saber exatamente o quê. Neste sentido a tentativa de erros e acertos, colocam o indivíduo, no labirinto da existência, onde a busca de si e a fuga da angústia dirigem o Ser para o caminho da arte. Heidegger estabelece que a salvação e a saída para angústia se encontram na arte. A arte é de acordo com Heidegger mais verdadeira e de maior valor que o saber e as “verdades” contidas nele, é a forma do Ser se revelar, é a própria revelação do Ser, é o caminho do indivíduo na busca de si mesmo. É na arte que se encontram as possibilidades não vividas, que animam a própria vida. A verdade do Ser em Heidegger se alcança na arte; quando mencionamos arte, enfatizamos que aquela que lhe tocou mais profundamente foi a poesia.
O exclusivo fardo que o indivíduo tem de carregar é o da própria existência, na qual ele vive sem ter escolhido nascer. Assim, diferentemente de Kierkegaard, para o qual a angústia é um sentimento benéfico e que deposita no indivíduo e em sua busca por si mesmo e no “salto da fé”, toda a sua esperança, para Heidegger a existência, é a prova cabal do desamparo humano, no qual o indivíduo se acha mergulhado, contra a sua vontade.
O indivíduo deve vivenciar a existência e existir, não porque esta foi uma escolha voluntária e sim, porque é “obrigado” pela existência a cumprir este “papel”.  Para apropriar-se deste processo de vivenciar a existência e existir, para torná-lo viável, o indivíduo necessita de estrutura; a esta estrutura Heidegger chama de cuidado[2]. O cuidado brota a partir da angústia sentida pelo Ser, no momento em que ele é arremessado ao mundo, contra o seu desejo. Angústia e cuidado[3] são o cerne da concepção heideggeriana de existência e subsídios fundamentais da estrutura do Dasein; a este respeito, Gama comenta, citando Marleau-Ponty:
A temporalidade é o fundamento do cuidado enquanto subjetividade e traz a compreensão do tempo enquanto sujeito e do sujeito enquanto tempo, esta é ainda, o sentido de ser do Dasein, pois o mesmo, só é revelado, em sua íntima relação com o tempo. O Dasein em sua empreitada de Ser, está atrelado às possibilidades do tempo e, deste, a única irremediável e inescapável é a morte. O Dasein em seu desamparo existencial entregue só a si mesmo é, no entanto um “ser de possibilidades” e não possui outro fundamento que não seja ele próprio, em sua frágil e desamparada condição humana, um ser finito (GAMA, 2002, p. 124).
Em contrapartida, Kierkegaard compreende a angústia como a possibilidade da liberdade, o salto sobre o abismo, considerando-a como a grande libertadora. Heidegger apenas visualiza a possibilidade de liberdade na morte do indivíduo, em sua finitude. Podemos considerar Heidegger próximo a Kierkegaard quanto à questão da existência, pois, de acordo com Heidegger, esta é um projeto individual e inacabado, um projeto por concluir. Porém, é certo o traço realista e pouco otimista de Heidegger, onde a angústia não é enfrentada pelo “salto” na fé, nem se origina na fé; a angústia para Heidegger é depois do salto, quando o indivíduo já está em queda livre, rumo ao abismo.
Observamos em Heidegger uma indeterminação quanto ao lugar onde se origina a angústia que, segundo ele, é inteiramente indeterminado, ou, em suas palavras “O com que da angústia é inteiramente indeterminado tanto quanto o mundo” (HEIDEGGER, 1989, p.250), não vindo de dentro ou de fora e que não está em nenhum lugar e, no entanto, é onipresente. Em última instância, a angústia é o medo da vida, pois o Dasein é jogado diante de sua liberdade, para “assumir” ou não suas “possibilidades”. Aqui, se nota mais uma aproximação de Heidegger com Kierkegaard, que já se referia à angústia como a vertigem da liberdade, angústia esta que também para Heidegger, é angústia de viver, a qual só termina com a morte.
Heidegger afirma que a liberdade total da existência e suas contingências, só advêm no dia em que o indivíduo morre; assim, em sua morte, o indivíduo deve assumi-la enquanto fim absoluto e radical de toda a sua vida. Heidegger afiança que só a morte é para o indivíduo autêntico, o passaporte à liberdade e esta é a única coisa que ele possui propriamente, pois só sente angústia quem está vivo; este não é um problema dos falecidos.
Isto significa que a angústia se origina do próprio “ser-no-mundo” ou do mundo como tal. A angústia não é causada por um “ente intramundano”, ela é simplesmente a afirmação de uma situação imutável (estar aí “jogado” na existência), situação essa além da qual nada existe. Estamos cientes que, para Heidegger, a existência do indivíduo nunca está realizada, estando sempre em jogo e sempre por se fazer – isto significa que ela é “cuidado”, é “tarefa de ser”.

Mandamentos do Consumismo


Mandamentos do Consumismo

A publicidade cerca-nos de todos os lados -na TV, nas ruas, nas revistas e jornais- e força-nos a ser mais consumidores que cidadãos. Hoje, tudo se reduz a uma questão de marketing. Uma empresa de alimentos geneticamente modificados pode comprometer a saúde de milhões de pessoas. Não tem a menor importância se uma boa máquina publicitária for capaz de tornar a sua marca bem aceita entre os consumidores.Isso vale também para o refrigerante que descalcifica os ossos, corrói os dentes, engorda e cria dependência. Ao bebê-lo, um bando de jovens exultantes sugere que, no líquido borbulhante, encontra-se o elixir da suprema felicidade.
A sociedade de consumo é religiosa às avessas. Quase não há clipe publicitário que deixe de valorizar um dos sete pecados capitais: soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria. ‘Capital’ significa ‘cabeça’. Ensina meu confrade Tomás de Aquino (1225-1274) que são capitais os pecados que nos fazem perder a cabeça e dos quais derivam inúmeros males.
A soberba faz-se presente na publicidade que exalta o ego, como o feliz proprietário de um carro de linhas arrojadas ou o portador de um cartão de crédito que funciona como a chave capaz de abrir todas as portas do desejo. A inveja faz crianças disputarem qual de suas famílias tem o melhor veículo.
A ira caracteriza o nipônico quebrando o televisor por não ter adquirido algo de melhor qualidade. A preguiça está a um passo dessas sandálias que convidam a um passeio de lancha ou abrem as portas da fama com direito a uma confortável casa com piscina.
A avareza reina em todas as poupanças e no estímulo aos prêmios de carnês. A gula, nos produtos alimentícios e nas lanchonetes que oferecem muito colesterol em sanduíches piramidais.
A luxúria, na associação entre a mercadoria e as fantasias eróticas: a cerveja espumante identificada com mulheres que exibem seus corpos em reduzidos biquínis.
Os cinco mandamentos da era do consumo são: 1º) Adorar o mercado sobre todas as coisas. Tudo se vende ou se troca: objetos, cargos públicos, influências, idéias etc. Em economias arcaicas, ainda presentes em regiões da América Latina, a partilha dos bens materiais e simbólicos assegurava a sobrevivência humana. Agora, ao valor de uso se sobrepõe o valor de troca. É preferível deixar apodrecer alimentos cujos preços exigidos pelos produtores deixam de oferecer a mesma margem de lucro. Segundo o mercado, tombam os seres humanos, mas seguram-se os preços.
2º) Não profanar a moeda, desestabilizando-a. Dizem que outrora povos indígenas sacrificavam vidas humanas para aplacar a ira dos deuses. Abominável? Nem tanto. O ritual prossegue; mudaram-se apenas os métodos.
Em 1985, o Nacional, um dos maiores bancos brasileiros, começou a naufragar. Durante dez anos, graças a operações fraudulentas, o Nacional conseguiu sacar bilhões de dólares do Banco Central. Em outubro de 1995, o governo FHC criou, por decreto, o Proer – um programa de socorro a bancos em dificuldades. Na ocasião, um único banco foi favorecido: o Nacional, com o equivalente a US$ 6 bilhões.
3º) Não pecar contra a globalização. Graças às novas tecnologias de comunicação, o mundo se transformou numa pequena aldeia. De fato, o Planeta ficou pequeno frente às imensuráveis ambições das corporações transnacionais. Por que investir na proteção do meio ambiente se isso não aumenta o valor das ações na Bolsa?
4º) Cobiçar os bens estatais e públicos em defesa da privatização. Se não é o bem comum o valor prioritário, e sim o lucro, privatize-se tudo: saúde, educação, rodovias, praias, florestas etc. Privatizar é afunilar a pirâmide da desigualdade social. Os lucros são apropriados por uma minoria, e os prejuízos – o desemprego e a miséria – socializados. Menos serviços públicos, maior a parcela da população excluída do acesso aos serviços pagos.
Antes do leilão da Usiminas, uma das maiores siderúrgicas brasileiras, a Nippon subscrevera 14% do capital da empresa. Quando houve aumento do capital da Usiminas, a Nippon não se interessou, o que reduziu sua participação acionária para 4,8%. Iniciado o processo de privatização, as ações da Usiminas valorizaram e a empresa japonesa obteve o privilégio de resgatar sua participação originária pagando US$ 39,79 por cada lote de 1.000 ações – quando, na Bolsa, a cotação já atingira US$ 523,90. A Nippon obteve lucro de 1.340%.
O patrimônio da Usiminas valia US$ 12 bilhões. Foi vendida por US$ 1,65 bilhão. E ninguém foi parar na cadeia por este assalto ao patrimônio nacional. Do que se arrecadou com o leilão da Usiminas, 73,3% foram pagos com “moedas podres” e 26,4% em Certificados de Privatização. Papéis coloridos. Em dinheiro sonante entraram apenas R$ 4,69 mil, metade do preço de um carro “popular”, sem ágio.
5º) Prestar culto aos sagrados objetos de consumo. Percorremos aceleradamente o trajeto que conduz da esbeltez física à ostentação pública de celulares, da casa de veraneio ao carro importado, fazendo de conta que nada temos a ver com a dívida social.
Expostos à má qualidade dessa mídia eletrônica que nos oferta felicidade em frascos de perfume e refrigerante, alegria em maços de cigarro e enlatados, já não há espaço para a poesia nem tempo para curtir a infância. Perdemos a capacidade de sonhar sem ganhar em troca senão o vazio, a perplexidade, a perda de identidade.
Em doses químicas, a felicidade nos parece mais viável que percorrer o desafiante caminho da educação da subjetividade. Mercantilizam-se relações conjugais e de parentesco e amizade. Nesse jogo, como nos filmes americanos, quem não for esperto e despudoradamente cruel, morre.
Só há esperança para quem acredita que o dilúvio neoliberal não é capaz de inundar todos os sonhos e ousa navegar, ainda que soprem fraco os ventos, nas asas da solidariedade aos excluídos, da luta por justiça, do cultivo da ética, da defesa dos direitos humanos e da busca incansável de um mundo sem fronteiras também entre abastados e oprimidos. Mas isso é outra história, que exige muita fé e certa dose de coragem.
A propósito: o contrário da soberba é a humildade; da inveja, o despojamento; da ira, a tolerância; da preguiça, o compromisso; da avareza, a partilha; da gula, a sobriedade; da luxúria, o amor.


Passeio Socrático


Passeio Socrático e artigos de Frei Betto
Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza,ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças.
“Quem trouxe a fome foi a geladeira”, disse.
O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc. A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável.
É próprio do humano – e nisso também nos diferenciamos dos animais – manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo,criatividade, e
a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico. A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um Atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais.
Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis. Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela.
Marx já havia se dado conta do peso da geladeira. Nos “Manuscritos econômicos e filosóficos” (1844), ele constata que “o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens.
Portanto, em si o homem não tem valor para nós.” O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos. As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social. Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à cultura da exclusão.
Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, tem alma. Em comunidades tradicionais de África também se encontra essa interação matéria-espírito. Ora, se dizem a nós que um aborígene cultua
uma árvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém
Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um determinado vinho guardado na adega, uma jóia? Assim como um objeto se associa a seu dono nas comunidades tribais, na sociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife.
Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier; não se adquire um carro, e sim uma Ferrari; não se bebe um vinho, mas um Château Margaux. A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista a gata borralheira transforma-se em cinderela…
Somos consumidos pelas mercadorias à medida que essa cultura neoliberal nos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder. Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos. E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade.
Não importa que a pessoa seja imbecil. Revestida de objetos cobiçados,é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia. Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela mas não é ela: bens, cifrões, cargos etc. Comércio deriva de “com mercê”, com troca. Hoj

quarta-feira, 6 de março de 2013

O que são valores?


Pessoas, após assistirem aos vídeos, façam a seguinte atividade:

1-Quais são os seus principais valores e por quê?

2- Valor, é tudo aquilo que possui algum significado importante ( para nós ou para a sociedade como um todo), ou, que nos diz algo. Que traz em si uma mensagem. Diante disso, apresente uma música, qualquer uma que vc goste, e, analise-a; mostrando que tipo de valor ela transmite, ou seja, quais valores ela traz?

De preferência, poste o link com a música escolhida ou post a letra dela.Valeu pessoas!!!

O que é Filosofia?


Pessoas, abram vossas mentes. Sejam bem vindos, essa é mais uma forma de tornar as aulas mais  atraentes, menos chatas, é uma forma de a escola se aproximar de vcs, de vossas realidades. Aproveitem. Assistam aos vídeos e respondam as questões. Valeu, fui!!!

Questões para reflexão sobre os vídeos:

1- O que são os Mitos e para que eles servem?
2- Qual a diferença entre Mitologia e Filosofia? Explique.
3- Quando e onde surge a Filosofia?
4- Todos nós somos filósofos por natureza.Começamos a filosofar a partir do momento que nos questionamos. Você é uma pessoas questionadora, quer saber a verdade sobre as coisas ou se deixa levar pelos mitos modernos criados pelos meios de comunicação de massa? Justifique sua resposta.
5- Qual seria a sua reação diante da seguinte notícia veiculada na televisão: " Amanhã, choverá canivetes." E, no comercial desse noticiário, aparecesse a seguinte propaganda: " Atenção, Atenção; grande queima de estoque de guarda-chuva de metal, ideal para todo tipo de chuva". O que você faria?
6- Explique a seguinte frase: " Filosofar é dar sentido a vida, é ser curioso,é ser autentico e livre, de verdade". 


Obs: Para responder as questões é necessário fazer o cadastro no blog e depois clicar em comentário. Para fazer o cadastro é só clicar em seguir esse blog, na lateral direita da página e seguir as instruções.  

terça-feira, 5 de março de 2013

A Vida É Um Desafio

É necessário sempre acreditar que o sonho é possível,
Que o céu é o limite e você truta é imbatível.
Que o tempo ruim vai passar é só uma fase,
E o sofrimento alimenta mais a sua coragem.
Que a sua família precisa de você
Lado a lado se ganhar pra te apoiar se perder.
Falo do amor entre homem, filho e mulher,
A única verdade universal que mantém a fé.
Olhe as crianças que é o futuro e a esperança,
Que ainda não conhecem, não sentem o que é ódio e ganância.
Eu vejo o rico que teme perder a fortuna
Enquanto o mano desempregado, viciado se afunda
Falo do enfermo, irmão, falo do são, então
Falo da rua que pra esse louco mundão
Que o caminho da cura pode ser a doença
Que o caminho do perdão as vezes é a sentença
Desavença, treta e falsa união
A ambição como um véu que cega os irmão
Que nem um carro guiado na estrada da vida
Sem farol no deserto da trevas perdidas
Eu fui orgia, ego louco, mas hoje ando sóbrio
Guardo o revólver quando você me fala em ódio
Eu vejo o corpo, a mente, a alma, espírito
Ouço o refém e o que diz la no canto lírico
Falo do cérebro e do coração
Vejo egoísmo preconceito de irmão pra irmão
A vida não é o problema é batalha desafio
Cada obstáculo é uma lição eu anuncio.
É isso ai você não pode parar
Esperar o tempo ruim vir te abraçar
Acreditar que sonhar sempre é preciso
É o que mantém os irmãos vivos
Várias famílias, vários barracos,
Uma mina grávida
E o mano ta lá trancafiado
Ele sonha na direta com a liberdade
Ele sonha em um dia voltar pra rua longe da maldade
Na cidade grande é assim,
Você espera tempo bom e o que vem é só tempo ruim.
No esporte no boxe ou no futebol alguém
Sonhando com uma medalha o seu lugar ao sol porém
Fazer o que se o maluco não estudou
500 anos de Brasil e o Brasil aqui nada mudou
"desesperô aí, cena do louco,
Invadiu o mercado farinhado armado e mais um pouco"
Isso é reflexo da nossa atualidade
Esse é o espelho derradeiro da realidade
Não é areia, conversa, chaveco
Porque o sonho de vários na quebrada é abrir um boteco
Ser empresário não dá, estudar nem pensar
Tem que trampar ou ripar pra os irmãos sustentar
Ser criminoso aqui é bem mais prático
Rápido, sádico, ou simplesmente esquema tático
Será instinto ou consciência
Viver entre o sonho e a merda da sobrevivência
"o aprendizado foi duro e mesmo diante desse
Revés não parei de sonhar fui persistente
Porque o fraco não alcança a meta
Através do rap corri atrás do preju
E pude realizar meu sonho
Por isso que eu afro-x nunca deixo de sonhar"
Conheci o paraíso e eu conheço o inferno
Vi Jesus de calça bege e o diabo vestido de terno
Mundo moderno, as pessoas não se falam
Ao contrário, se calam, se pisam, se traem, se matam
Embaralho as cartas da inveja e da traição
Copa, ouro e uma espada na mão
O que é bom é pra si e o que sobra é do outro
Que nem o sol que aquece, mas também apodrece o esgoto
É muito louco olhar as pessoas
A atitude do mal influência a minoria boa
Morrer a toa que mais, matar a toa que mais
Ser presa a toa , sonhando com uma fita boa
A vida voa e o futuro pega
Quem se firmo falo
Quem não ganho o jogo entrega
Mais um queda em 15 milhões
Na mais rica metrópole suas varias contradições
É incontável, inaceitável, implacável, inevitável
Ver o lado miserável se sujeitando com migalhas, favores
Se esquivando entre noite de medo e horrores
Qual é a fita, a treta, a cena ?
A gente reza foge continua sempre os mesmo problemas
Mulher e dinheiro tá sempre envolvido
Vaidade, ambição, munição pra criar inimigo
Desde o povo antigo foi sempre assim
Quem não se lembra que Abel foi morto por Caim
Enfim, quero vencer sem Pilantrar com ninguém
Quero dinheiro sem pisar na cabeça de alguém
O certo é certo na guerra ou na paz
Se for um sonho não me acorde nunca mais
Roleta russa quanto custa engatilhar
Eu pago o dobro pra você em mim acreditar
"é isso ai você não pode parar
Esperar o tempo ruim vir te abraçar
Acreditar que sonhar sempre é preciso
É o que mantém os irmãos vivos"
Geralmente quando os problemas aparecem
A gente está desprevenido né não
Errado!
É você que perdeu o controle da situação
Perdeu a capacidade de controlar os desafios
Principalmente quando a gente foge das lições
Que a vida coloca na nossa frente assim tá ligado
Você se acha sempre incapaz de resolver
Se acovarda morô
O pensamento é a força criadora
O amanha é ilusório
Porque ainda não existe
O hoje é real
É a realidade que você pode interferir
As oportunidades de mudança
Ta no presente
Não espere o futuro mudar sua vida
Porque o futuro será a consequência do presente
Parasita hoje
Um coitado amanhã
Corrida hoje
Vitória amanhã
Nunca esqueça disso.


Virtudes e Felicidade em Aristóteles

Felicidade e Virtude em Aristóteles Como, ao que parece, há muitos fins e podemos buscar alguns em vista de outros: por exemplo, a ...