quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O que é o ser humano?

Pessoal do 3º Ano esse texto é para vocês!!!

O VALOR HUMANO
A economia capitalista do mundo moderno é marcada pela desigualdade social, injustiça e poder dos mais ricos sobre os mais humildes. A indústria cultural, possuidora de um grande poder monetário, massifica a sociedade através da mídia. Chama-se cultura de massa toda cultura produzida para a população em geral — a despeito de heterogeneidades sociais, étnicas, etárias, sexuais ou psicológicas — e veiculada pelos meios de comunicação de massa (radio, televisão e cinema). Cultura de massa é toda manifestação cultural produzida para o conjunto das camadas mais numerosas da população; o povo, o grande público. Por ser produto de uma indústria de porte internacional (e, mais tarde, global), a cultura elaborada pelos vários veículos esteve sempre ligada intrinsecamente ao poder econômico do capital industrial e financeiro. A massificação cultural, para melhor servir esse capital, requereu a repressão às demais formas de cultura — de forma que os valores apreciados passem a ser apenas os compartilhados pela massa (consumo de mercadorias que aparecem nos comerciais, paixões desenfreadas (sexo de)).
A sociedade massificada aceita e consome as mercadorias de forma pacífica. A cultura de massas nasceu no jornal, no telégrafo e na fotografia, acentuando-se com o surgimento do cinema, uma mídia feita para a recepção coletiva. Porém, foi apenas com a TV, fazendo uso do consumo e de psicologia de massa, que se solidificou a idéia do homem de massa ( um homem sem individualidade, sem conceitos próprios, escravo dos meios de comunicação).  A lógica de um meio de difusão é a de uma audiência recebendo informação sem responder, sem pensar, com mínima resistência, criando assim condições favoráveis para a promoção e distribuição de produtos com ênfase na persuasão e na embalagem. Dessa forma, a televisão significa também publicidade sem limites e o conteúdo da publicidade é também um novo tipo de consciência coletiva.As pessoas compram não porque precisam, compram porque foram convencidos ( enganados).Compram para mostrar que tem.Por estar preso num mundo feito pelas indústrias de consciência e redes de difusão midiática, o homem de massa foi homogeneizado e despersonalizado. A própria estrutura de distribuição e difusão dos produtos e serviços culturais, educativos e de informação, transforma-nos em receptores passivos, ou seja, não pensa só age aos instintos e estímulos.
De certa forma, a televisão produziu no espectador a alienação- alienação se refere á diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar em agir por si próprio- e a passividade do homem massificado, pois, é ela quem modela a linguagem de comunicação social, apresentando desde as formas de móveis domésticos até modos de agir e temas de conversa. Utilizando-se do recurso da mídia, a indústria cultural não vende apenas o produto, mas também a promessa de um estilo de vida. O indivíduo ao ver a propaganda se identifica com aquele estilo e acaba sendo consumidor do produto. Em uma sociedade permeada pela cultura do consumismo a mercadoria passa a ter um valor além de sua utilidade, tornando-se objeto de adoração com valor simbólico. O ser humano não compra o real, mas sim a transcendência que determinado artefato representa na sociedade.
Dessa forma, podemos compreender que o valor humano passa a ser mensurado a partir dos bens que ele possui, ou seja, a sua representação na comunidade em que vive.É uma forma de exclusão social, pois, aqueles que não têm condições de possuírem bens, muitas vezes ficam marginalizados. As pessoas passam a serem vistas não como seres humanos, mas como consumidores. Passam a serem vistas à partir do que tem e do que vestem.E isso alimenta a industria que tem que produzir mais produtos para saciar a cede de consumo das pessoas, que no fundo não se saciarão.O homem é mais do que os produtos que ele consome.
Uma coisa que nos deve chamar a atenção é que com esse comportamento a sociedade aos poucos transforma as próprias pessoas em produtos que podem ser comprados e consumidos. O que dizer dos homens e mulheres que vendem seus corpos em revistas, o que são eles senão produtos. E aqueles que aparecem na televisão, no cinema, nas rádios não por seus talentos e sim pelos corpos. Temos aqui duas coisas muito perigosas: a visão de pessoas como meros consumidores e pessoas como coisa ( produto, e utensílio ), a isso da-se o nome de instrumentalização.
Se o homem é simplesmente uma coisa a ser consumida, um produto, ele perde toda sua dignidade. É só nos perguntarmos o que fazemos com os produtos, quando  os utilizamos, ou viram fezes ou são descartados, jogados no lixo.Será podemos tratar as pessoas como tratamos as fezes.Ou, será que podemos descartar ou jogar no lixo as pessoas quando achamos que elas não servem mais ( idosos ) , quando achamos que elas vão nos atrapalhar ( aborto e eutanásia ), quando elas não servirão para nada ( deficientes e anencefalos, células tronco embrionárias ).Essa é uma questão filosófica das mais importantes atualmente.E para estudar essas questões existe uma área especifica da filosofia: a bioética.
Àgora Virtual

Destaque a parte do texto que mais o chamou atenção e, em poucas palavras, faça um comentário!

3 comentários:

  1. Jadna M. de Paula Araujo- Jovino Silveira- 3°B manhã Serra Negra SP

    No que pude notar, a televisão traz uma ilusão ao espectador, muitas pessoas não precisam possuir tal coisa, mas com as propagandas, publicidades, elas acabam aderindo ao produto que o comercial apresentaa, acabam tomando posse, mesmo sabendo na maioria das vezes que isso não vai interferir em nada em suas vidas.
    Devemos tomar cuidado com essas publicidades,muitas são propagandas enganosas, que só vai levar o consumidor á um prazer instatâneo

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  2. cintia staffoquer Jovino - serra negra 3°B manha
    [...}O que dizer dos homens e mulheres que vendem seus corpos em revistas, o que são eles senão produtos.[...].
    Me chamou a atenção pois na minha opiniao é a verdade mulheres vendem o seu corpo como um "produto" para revista. Para ganhar dinheiro de um jeito na minha opiniao vulgar, sendo que tem muitas outras formas de ganhar dinheiro não sendo desse jeito, que ela seja um produto pois cada revista vendida é tipo um produto.

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